Os quatro problemas mais comuns na pele de seu cão

“Ele começou coçando o ouvido. Dois dias depois continuava coçando. Passada uma semana, seu cão já estava resmungando enquanto coçava o ouvido agora com pele espessada e todo arranhado devido aos ferimentos causados pelas unhas das patas que não ficam paradas mesmo quando coçar significa sentir dor.
E não precisa ser o ouvido. As frenéticas coçadas de um animal podem estar em qualquer lugar do corpo e quase sempre remetem à presença de ectoparasitas, nossa famigerada pulga, seguida de perto pelo carrapato. Quando o assunto é pele de cães e gatos atenção! Coceira pode ser algo sem muita importância ou a ponta de um iceberg que pode exigir tratamentos mais complexos. E por um longo período de tempo.”

Problemas de pele

1 – Alergia
Campeã das reclamações em consultórios veterinários, a alergia à picada de pulgas costuma aparecer onde o animal não consegue se coçar, como a parte posterior das coxas, dorso e base da cauda. Nesses locais é possível ver as pulgas e a irritação da pele pode modificar a coloração da pele que varia de vermelho à cinza. Queda de pelo nessa região é bastante comum. Aproveite o inverno, estação não favorável à reprodução desses parasitas, e acabe com esse problema que conta ainda com o precioso auxilio de anticoncepcionais para pulgas. Outra alergia pode ser alimentar, mais difícil de diagnosticar e que precisa de uma anamnese bem detalhada. A troca de alimentação pode conferir o diagnóstico. Além da coceira de pele, outros sinais de alergia são espirros frequentes, rinites e olhos lacrimejantes.

2 – Micose
Os conhecidos fungos costumam ser oportunistas. O microorganismo, presente em objetos e até no solo, encontra terreno fértil em ambientes de pouca higiene e umidade. Animais jovens, cuja defesa ainda está em formação, costumam ser os mais atingidos. Uma das formas mais comuns de se desenvolver as micoses é através dos pelos embolorados que deixam a área sem a oxigenação adequada, o que é péssimo para a saúde da pele. Para fungos, a recomendação é bastante específica e necessita de medicação oral não raro acompanhada de banhos medicinais e “aquele” corte de pelo que deve ficar bem baixinho. A seguir algumas recomendações:

  • Não permita que seu pet fique molhado por muito tempo
  • Não o agasalhe molhado
  • Evite contato com animais doentes
  • Mantenha a higiene do local
  • Permite a pele ventilar não usando roupas abafadas por muito tempo sobre o pelo do animal
  • 3 – Dermatites
    Causadas por bactérias, a infecção bacterina pode ser efeito secundário à picaduras e coceiras frenéticas que escarificam a pele e favorecem à contaminação. Porém, algumas doenças sistêmicas alteram o metabolismo dos hormônios e de outros elementos que constituem uma barreira de proteção à pele, podendo igualmente promover a infecção. Presença de pus na pele é algo que precisa ser por um médico veterinário investigado para dar início ao tratamento adequado e prevenir novas infecções.
    Uma outra dermatite é a chamada atópica, uma hipersensibilidade que o animal apresenta a determinado agente que pode ser orgânico, químico ou físico, como carpetes, sabonetes e perfumes. Animais submetidos a longos períodos de estresse podem apresentar certa fixação por uma área de corpo, como as patas. Nem sempre é tarefa fácil descobrir de onde vem o causador de uma dermatite atópica, patologia que exige muita paciência do proprietário para ser atenuada.

    4 – Problema hormonal

    Desequilíbrio hormonal pode ser a causa de problema dermatológico de seu pet. Hipotiroidismo e hiperadrecorticismo são algumas patologias que cursam com alterações dermatológicas, peso e coloração da pele de seu mascote que pode perder pelo em áreas específicas do corpo caracterizando a doença. Doenças hormonais são mais complexas de serem diagnosticadas e é necessário contar com a experiência do profissional que precisa se valer de alguns exames complementares para fundamentar o diagnóstico. O tratamento é medicamentoso. O desaparecimento dos sintomas e a dosagem a ser administrada merecem verificações regulares. Esteja atento à pele seca, seborreia e queda de pelos em seu pet. Lamber excessivamente uma área do corpo também pode significar dor.

    Fonte: Revista Donna

    Calor exige cuidados especiais com a saúde dos pets

    Agora começa a fase de calor e nossos pets também precisam de cuidados para enfrentar o tempo quente!

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    Problemas respiratórios, desmaios, lesões nas patas, desidratação e pulgas são os problemas mais comuns nesta época do ano!

    O mais importante para o dono de animais é ficar sempre de olho e prevenir os desconfortos. Aí vão algumas dicas: Sempre deixe muita água à vontade, fresca e limpa. Espalhe vasilhas grandes de água pela casa e se assegure de que estejam abastecidas!

    Evite sair em momentos de muito calor, das 10h às 16h é um período em que o sol está mais forte. Desmaios são mais frequentes em dias quentes e caminhar no asfalto em altas temperaturas pode causar lesões nas patas. Procure passear cedo ou no fim do dia.

    O aumento de pulgas, carrapatos e moscas é mais frequente no calor. Este é o momento em que os insetos mais se proliferam, então não deixem de utilizar um antipulgas e carrapaticida de qualidade, principalmente para aqueles animais que ficam em quintais ou gostam de dar aquela voltinha na pracinha ou parque!

    Mesmo que você more em apartamento , use estes produtos no verão. Engana-se quem pensa que nunca ter encontrado uma pulga em seu animal quer dizer que ele não terá este problema. Saiba que 90% das pulgas ficam no ambiente, isto é na casa, apenas 10% estão no animal.

    Todo cuidado é pouco neste verão!

    Fonte: http://www.petmag.com.br/colunas

     

    Cachorro Ciumento – Entenda de onde vem o ciúme do seu cachorro

    Ter um cachorro ciumento muitas vezes é um problema que o dono não sabe resolver, veja algumas dicas de como lidar com um cão ciumento

    O ser humano quando tem ciúmes já é difícil de lidar, agora, como fazer quando nos deparamos com um cachorro ciumento? Como o cão fica assim e o que podemos fazer para reverter esse caso?

    A princípio, certa dose de ciúme é desejável para o cão, principalmente se for um cão de guarda. Afinal, um cão que ama e que não deseja que estranhos se aproximem de seu território é um melhor cão de guarda do que aquele que confia em todos.

    Porém, se o cão não passar por um adestramento correto e contínuo, o sentimento de posse pode se tornar tão grande que se torna um empecilho até mesmo dentro da família, quando o cão decide que não quer que se aproximem de determinado membro da família, por exemplo, comportamento típico de um cão ciumento.

    O ciúme e sentimento de posse em um cão não são como uma doença, algo que ele desenvolve de um momento para o outro. Por serem animais acostumados a viverem em bandos – eles consideram a família como o bando deles –, da mesma forma que os seus ancestrais lobos, os cães precisam sempre de uma pessoa de autoridade dentro da casa – que devem ser todos os adultos da casa e não apenas o dono, para quando o seu dono não estiver por perto.

    Dessa forma, eles sabem que devem sempre obedecer àquela pessoa e se sujeitar às regras que o dono estipular. O problema começa quando o cão perde essa figura de autoridade ou quando o dono dá a impressão de que a sua autoridade é contestável, dando espaço para o cachorro se tornar dominante naquele local e por isso, se comportar como um cachorro ciumento, que controla e estipula as regras da casa.

    Como evitar que meu cão se torne ciumento?

    É importante que desde o primeiro momento dentro da nova casa o cão entenda quem é que manda ali, aprendendo a respeitar o seu dono e as ordens que recebe. Algumas ações como ter um local próprio para o cão ficar quando não tiver mais ninguém em casa ajudam a evitar que o cão se torne muito ciumento – se o cão ficar solto dentro de casa enquanto estiver sozinho, na cabeça dele vai se formar a imagem de que aquele é o território dele e que é ele quem manda em tudo, o que desencadeia o comportamento ciumento no cão.

    Outra forma de evitar que o cão se torne muito ciumento é prestar atenção no  comportamento do seu pet, para ser capaz de identificar as primeiras demonstrações de ciúme e posse e já começar a treinar o cão desde o primeiro momento, assim ele vai perceber que o posto de liderança da matilha não está livre e que ele deve permanecer obedecendo os seus donos.

    Fonte: CachorroGato

     

    Dicas e Curiosidades – Dicas de Victoria Stilwell para o treinamento do seu cão

    Reconhecida mundialmente por sua metodologia de treinamento que utiliza o reforço positivo, Victoria Stilwell é treinadora de cães e apresentadora do programa ‘Ou Eu ou o Cachorro’. Veja aqui alguma dicas que ela dá aos donos:

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    Legenda da foto: Pense como um cão, diz Victoria (foto: Divulgação)

    1. Continue treinando
    Proprietários muitas vezes pensam que, uma vez que um cão foi treinado não há necessidade de continuar a fazê-lo. Mas o seu cão nunca para de aprender, e sua formação deve ser reforçada ao longo da vida.

    2. Pense como um cão
    Tire um tempo para pensar em como o seu cão percebe o mundo, e usar esse conhecimento para tornar o treinamento mais fácil.

    3. Exercite seu cão
    Para se sentir seguro, todos os cães precisam de um líder calmo e confiante. A liderança eficaz não é sobre dominar o seu cão e fazê-lo submisso à sua liderança. É sobre ser um professor e construir sua confiança. Você pode conseguir isso incentivando e recompensando o bom comportamento.

    4. Melhore sua dieta canina
    Olhe para a dieta do seu cão e veja como você pode melhorá-la. Você é o que você come, e o mesmo é verdade para ele. Comportamentos e muitos problemas médicos podem ser atribuídos à má alimentação, por isso certifique-se que seu cão está se alimentando corretamente.

    5. Mantenha seu cão ativo
    Matricule-se em uma atividade que você goste, como uma turma de agilidade, flyball, canicross, etc. Cães se entediam com facilidade, então coloque o seu em movimento.

    6. Cuide dele
    Coloque um microchip no seu cão, se ele já não o tiver. Além disso, não esqueça do check-up anual com seu médico veterinário.

    7. Continue brincando
    Uma das melhores maneiras de se relacionar com o seu cão é brincar com o que você gosta. Brincadeiras são um grande aliviador de stress para o cão e para os humanos.

    8. Mantenha seu cão seguro
    Não deixe o seu cão sozinho em um carro ou amarrado do lado de fora de uma loja. Roubo de cães está em crescimento, por isso tenha cuidado.

    9. Divirta-se com seu cão
    Divirta-se e aproveite seu cão. Um cão nunca deve ser um fardo. Se você tomar o tempo para treinar o seu cão, você vai dar-lhe as ferramentas que ele precisa para viver com sucesso em um mundo humano

    Fonte: http://dogdicas.com.br/

     

    Latidos excessivos: existe solução?

    O que fazer quando o cão late muito, incomoda os vizinhos e causa uma série de transtornos? Veja algumas dicas de como amenizar o problema.

    O que fazer quando o cão late muito, incomoda os vizinhos e causa uma série de transtornos ao dono, como ameaças e brigas? Primeiramente, vale lembrar que latir é uma condição natural do cão (o seu modo de comunicação), por isso as ações acerca desse assunto apresentadas aqui têm a intenção de amenizar os latidos excessivos, mas jamais de eliminá-los.

    Latir é saudável para o cão, exceto quando este comportamento é demasiado e acaba por incomodar as pessoas e deixar o próprio animal num quadro de ansiedade e estresse. Segundo especialistas, além de ser muito comum, a situação muitas vezes é culpa do próprio dono que, para fazer o cão parar de latir, acaba cedendo e dando o que o cão quer. Assim, o animal logo percebe que quando late seu problema é resolvido e, inconscientemente, os proprietários acabam ‘treinando’ o cão para latir sempre que quiser alguma coisa.

    O primeiro passo para resolver o problema de um cachorro que late muito é, sem dúvida, descobrir a causa dos excessos para, posteriormente, iniciar as medidas. Alguns cães latem demais para chamar a atenção, pedir carinho, proteger o território, por ciúmes, excesso de estímulos, condicionamento (latir quando tocam a campainha, por exemplo), tédio,solidão e, até mesmo, depressão. Por isso, é fundamental que se procure um médico veterinário que o ajudará a identificar a causa. Uma vez identificada, você pode por em prática algumas dicas para resolver o problema:

    1. Se possível, elimine a fonte que estimula os latidos (se seu cão late muito quando vê pessoas, coloque uma barreira visual entre ele e a área externa, como, por exemplo, insulfilme ou placas de madeira);

    2. Faça com que sua saída e chegada em casa seja algo natural para o cão. Para tanto, não faça ‘festa’ com o cão imediatamente quando retornar para casa. Ignore-o a princípio e, passada a euforia, faça carinho e lhe dê atenção;

    3. Não dê atenção ao cão até que ele pare de latir excessivamente; espere que silencie e se acalme e, somente então, atenda-o;

    4. Para que o cão não fique entediado com o silêncio, experimente deixar o rádio ligado quando você sai de casa (hoje em dia existem no mercado pet, CDs com músicas que relaxam e acalmam os cães);

    5. Exercite o animal diariamente com passeios e brincadeiras. Além de ajudá-lo a gastar as energias acumuladas durante o dia, as atividades físicas ajudam a combater e aliviar o estresse, além de trazerem inúmeros benefícios à saúde do cão;

    6. Crie situações em que seu cão latiria em excesso (como, por exemplo, o toque do telefone ou da campainha) e repreenda-o, imediatamente, pelo mau comportamento. Mas não esqueça de agradá-lo sempre que fizer algo correto;

    7. Preste atenção a outras formas de comunicação utilizadas pelo cão e, quando esses sinais aparecem, atenda-o. Assim, ele aprenderá que não precisa latir para conseguir o que quer;

    8. Ensine ao cão o comando ‘quieto’. Sempre que o animal latir por mais de três vezes seguidas, o dono pode dar o comando e segurar o focinho, sem machucá-lo, ou utilizar um spray de água em sua cara. Além de indolor, esse último método é simples e causa apenas um desconforto.

    Apesar das informações acima, é importante salientar a importância de se procurar um médico veterinário para obter as orientações corretas quanto à causa e tratamento adequado quando os latidos deixam de ser um comportamento comum e se tornam um problema.

    Fonte: http://dogdicas.com.br/

    O universo dos cães: confira algumas curiosidades sobre o melhor amigo

    Existem alguns fatos já conhecidos do público quanto ao universo dos cães: são confiáveis, possuem comportamentos variados, podem participar de qualquer tipo de atividade desde que sejam bem adestrados, e são muito brincalhões. Os cachorros também são responsáveis por diversos “mitos”, na verdade, tratam-se de informações muitas vezes erradas ou confusas.

    O mais conhecido destes mitos é quanto à idade do cão em relação aos humanos. Por padrão, sempre calculamos a idade de um cachorro por sete vezes a nossa. Isso está certo em parte, pois, no universo dos cães, o envelhecimento é diferente de acordo com o porte e a diversidade de raças. Nos dois primeiros anos de vida, um cão envelhece muito mais rápido, e só a partir do terceiro é possível comparar com os humanos, variando pelo porte: para cães pequenos, a razão de 1 para 5; para cães de porte médio, 1 para 6; e para cães de grande porte, a conhecida razão de 1 para 7 ou 8 se faz valer.

    Outro fato no mundo dos cães é quanto à alimentação dos mesmos. Há quem acredite que não há importância no tipo de ração que se deve fornecer a um cachorro. Na verdade, cada fase de vida de um cãozinho pede um tipo de ração, que muda gradativamente conforme o animal cresce.

    No caso de filhotes em desmame ou idosos, não é necessário amolecer a ração, principalmente com leite: enquanto os filhotes precisam apenas do leite da mãe, os cachorros mais idosos precisam apenas da ração que acompanhe sua idade. Leite de vaca possui muita lactose, o que pode causar diarreia em alguns pets mais sensíveis.

    Por Ricardo Tubaldini

    Fonte: CachorroGato 

    Problemas durante o passeio

    O seu cãozinho é do tipo que não pode sair de casa que já começa a te puxar? Ele late para todos os cães, corre e te puxa para cima e para baixo? Bom, se o seu pet demonstra alguns problemas durante o passeio, fique tranquilo, certamente ele não é o único. Com algumas dicas, você conseguirá melhorar bastante esse comportamento e o passeio ficará cada vez mais prazeroso.

    Quando o cão puxa no passeio

    É preciso entender sempre que o passeio começa em casa. Se o seu cão fica muito agitado ao ver você pegando a guia, espere que ele se acalme para, então, colocar a coleira.
    Pedir o comando senta é muito útil também. Tente sempre fazer todos os procedimentos com muita calma e tempo: colocar a guia, passar entre as portas e portão de saída. Com isso, seu cão vai ficar cada vez menos ansioso nessas etapas. Deixando, assim, o passeio mais tranquilo.

    Ao sair na rua

    Toda vez que ele te puxar, tente mudar de direção sem que ele veja, fazendo um zigue-zague. Isso faz com que ele fique mais atento a você e perceba que é você quem o está conduzindo.
    Utilizar um brinquedo ou um petisco para fazer com que o cão siga esse estímulo, também é uma opção para ele não puxar. Sempre que o seu peludo estiver ao lado, fale a palavra “junto”, mas lembre de falar o comando só quando ele estiver andando corretamente. Muitas pessoas ficam falando “junto” quando o cão está lá na frente, mas eles não entendem e acham que estão agindo da forma correta.

    Quando o cão não quer andar na rua

    Leve um petisco que o cão goste muito e só dê a ele na rua. Isso associa a rua a algo positivo. Chame o cão e o recompense enquanto estiver andando. Parou de andar? Estimule-o a caminhar e o recompense quando ele estiver andando novamente.

    Dicas e Curiosidades – Ensinando Xixi e Cocô no Lugar Certo

    Ensinar o cachorro a fazer xixi e cocô no lugar certo é uma das preocupações mais frequentes dos donos de cães. Entretanto, o que muita gente não sabe é que existem diversos motivos para o cão não fazer as necessidades no local adequado. E, mais importante ainda, a maneira correta de treinar o peludo depende do quê está causando o problema.

    Antes de mais nada é preciso entender que, para ter sucesso no treinamento de cães, é essencial saber como funciona a mente deles. O aprendizado dos cães é baseado em associações, feitas por meio de tentativas, erros e acertos. Uma associação que gera um resultado positivo e prazeroso para o cachorro fica fixada de forma intensa na memória, e tende a ser repetida até se tornar um hábito. Por exemplo, se ele ganhar um petisco todas as vezes que fizer xixi no lugar certo, vai tentar acertar cada vez mais. De forma contrária, uma associação que gera um resultado negativo para o cachorro tende a ser abandonada e esquecida. É por isso que o treinamento com recompensa (petisco, “muito bem”, brinquedo ou carinho) é muito mais produtivo do que o treinamento com punição.

    É importante frisar que a associação só acontece como desejado se a causa e o efeito distarem entre si de no máximo poucos segundos. Ou seja, só adianta recompensar ou reclamar com o cão durante ou logo imediatamente após o ato. Se passar mais tempo, o cachorro fará a associação (positiva ou negativa) com o próximo evento qualquer que vier a seguir. Em outras palavras, não adianta nada, absolutamente nada o dono brigar com o cachorro quando chega em casa e encontra um xixi no lugar errado. O cachorro vai associar a bronca com a chegada do dono e não com o xixi no tapete.

    Nesse ponto do texto algumas pessoas podem estar pensando: “O meu cachorro sabe quando agiu errado, pois ele faz cara de culpa”. Ou então: “O meu cachorro faz isso de propósito, para se vingar de mim”. Nenhuma dessas afirmações é verdade. Em primeiro lugar porque os cães não têm noção de certo e errado, eles fazem o que fazem baseados em seus instintos. E em segundo lugar porque as emoções dos cães são muito mais básicas do que as nossas. Sendo assim, é correto afirmar que os cães sentem medo, dor (física ou emocional), lealdade e respeito, por exemplo. Mas não é certo dizer que eles demonstram sentimentos complexos (e na maioria das vezes negativos), como ciúme, culpa e vingança, tão típicos dos humanos.

    O que é interpretado como culpa, na verdade é submissão, o cão simplesmente reage àquela postura do dono. O cachorro percebe quando o dono está com raiva e sabe que isso significa uma baita bronca, então tenta (inutilmente, tadinho) aplacar a ira do dono com uma postura submissa. Os cães são incrivelmente inteligentes, da maneira deles (é complicado comparar inteligências entre espécies diferentes). Eles aprendem a “ler” os humanos muito melhor do que nós mesmos sabemos, porque eles são bastante observadores. Diversos pequenos sinais que fazemos automaticamente, como franzir a testa e cerrar os punhos quando estamos com raiva, são um letreiro em neon para os cães. Eles aprendem em pouco tempo a associar os nossos gestos, posturas corporais e expressões faciais com as atitudes que tomamos em seguida, e simplesmente reagem de acordo.

    De forma similar, a tão erroneamente famosa vingança é na realidade estresse ou dominância. As pessoas tendem a interpretar as reações dos bichos com base nos comportamentos dos humanos, e isso ocasiona uma abordagem completamente equivocada para o problema, causando frustração e desgastando o relacionamento entre o dono e o animal.

    Aquele xixi fora do lugar pode indicar que o peludo tem Ansiedade de Separação ou até que ele se acha o dono do pedaço. Sendo assim, vamos subdividir o assunto “xixi e cocô” em etapas e trabalhar cada uma delas individualmente, logo a seguir.

     

    Xixi de filhote

     

    Um filhote de cachorro, assim como um bebê humano, não consegue segurar o xixi na bexiga e nem o cocô no intestino. Quando necessário, o organismo simplesmente libera o que tem de ser liberado, na hora que for. Para alívio dos donos, um filhote aprende muito mais rápido do que um bebê. Quando o filhote tem em média 6 meses de idade, ele normalmente já tem controle sobre as funções da bexiga e do intestino, ou seja, ele já percebe quando está “apertado” e precisando ir ao banheiro. Antes disso, alternadamente acertar e errar o local do xixi e do cocô é comum e faz parte do processo natural de aprendizagem para um filhote.

    A maneira mais rápida de fazer com que um filhote guarde direitinho na memória onde é o local correto para fazer as necessidades é estar com ele o tempo todo. Essa é a regra mais importante quando se tem um filhote em casa: vigilância constante. Assim é possível evitar objetos roídos e xixis nos locais errados. Ninguém deixa uma criança pequena sozinha sem supervisão, deixa? Da mesma forma, um filhote nunca deveria ficar sozinho em locais onde ele possa se machucar e/ou
    estragar alguma coisa.

    Quando o pequeno não puder ser vigiado por qualquer intervalo de tempo que seja, ele deverá ser colocado numa área segura (à prova de filhotes), ventilada, cercada e com boa parte do piso forrada com o mesmo material que o filhote deverá aprender a usar como banheiro (jornal, tapete higiênico, areia sanitária, etc.). Nessa área, o peludo deve ter sombra, proteção contra o vento, água limpa, uma caminha, muitos brinquedos e algumas coisas para roer. À medida em que ele for crescendo, o espaço reservado para o banheiro deverá ser reduzido aos poucos até um limite adequado ao porte do cão (é melhor sobrar do que faltar). O peludo nunca deve levar bronca nem ficar de castigo nessa área.

    Se o dono (ou alguém da casa) se mantiver sempre atento a tudo o que o filhote estiver fazendo, ele vai poder levar o pequeno ao lugar adequado logo quando começar a “dança” típica do xixi e cocô. A não ser quando estão realmente muito “apertados”, os cães sempre são umas voltinhas e umas cheiradinhas no chão antes de fazer as necessidades. Prestando atenção a esses sinais, o dono poderá levar o filhote a tempo para o local correto, lembrando de recompensá-lo pelo acerto com um petisco e um cafuné.

    Além da “dança”, outra dica é que os cães possuem um relógio biológico muito preciso e, sendo animais de rotina, preferem fazer tudo sempre nos mesmos horários. Os filhotes têm a bexiga pequenininha e, portanto, a quantidade de xixi que cabe lá dentro é mínima, por isso eles precisam se aliviar mais vezes do que os adultos. Mas, como regra geral, os cães fazem as necessidades num prazo de até 90 minutos depois de acordar, depois de comer e depois de se exercitar/brincar. Esses são os horários mais críticos, nos quais a vigilância deve ser rigorosa.

    Vale lembrar mais uma vez que o importante é focar nos acertos e não nos erros. Se (e somente se) o dono pegar o filhote no flagra fazendo no lugar errado, ele pode falar “não, aí não”, pegar o pequeno no colo e levá-lo para o local correto. Nesse local, o peludo deve então ser estimulado a continuar de onde parou, por meio de um tom de voz suave. Caso saia nem que seja um tiquinho de xixi ou de cocô, o filhote deve ser recompensado com muita festa.

    Xixi de estresse

     

    O mesmo problema do xixi de filhote pode acontecer também em cães mais velhos que já tinham até aprendido a fazer as necessidades no local correto, mas que de uma hora para outra estão passando por um estresse muito grande em suas vidas. Exemplos típicos são: mudança de casa, chegada de um outro animal, chegada de um bebê, ausência prolongada de
    um dos donos, etc.

    Dependendo do cão, até a mais suave mudança na rotina pode ser suficiente para desencadear um retrocesso no aprendizado. A forma de se lidar com isso é retomando o treinamento básico e voltando a supervisionar o cachorro como se ele fosse um filhote. Eliminar ou pelo menos reduzir ao máximo a causa do estresse também ajuda. Se o dono investir no treinamento, normalmente o peludo não demora muito para retornar aos seus hábitos normais.

    Xixi de ansiedade de separação

     

    Esse é um outro tipo de xixi também causado por estresse. A diferença fundamental é que, nesse caso, o estresse não é uma situação isolada, e sim um fato constante na vida do pobre cachorro. Um peludo que acompanha o dono por todos os cantos da casa, como uma sombra, e que vive querendo colo o tempo todo, sofre muito quando precisa ficar sozinho. Ao contrário do que muita gente pensa, viver grudado nos donos não é nada saudável para o bicho, que pode terminar desenvolvendo Ansiedade de Separação.

    Os cachorros que apresentam esse problema sofrem horrores sempre que os donos precisam se ausentar, seja por um dia inteiro ou por apenas alguns minutos (por não terem noção de tempo, eles não percebem a diferença). Os sintomas variam desde pequenos choramingos a verdadeiros escândalos sonoros, por vezes acompanhados de destruição da casa ou de si mesmos (lamber-se sem parar até causar feridas) e de muitos xixis nos lugares errados.

    Um peludo com Ansiedade de Separação tem certeza absoluta de que o apocalipse está próximo e que se ele não fizer alguma coisa, e logo, o dono nunca mais vai conseguir resgatá-lo naquele labirinto de cômodos sem fim. Com esse intuito em mente, o coitado procura os lugares que sabe que o dono costuma frequentar bastante, como o quarto ou a sala, torcendo para encontrar lá um xixi-recado do dono dizendo “volto já”. Como não encontra nada, o peludo resolve deixar o seu próprio xixi-recado dizendo “não esqueça de mim”. Então ele segue fazendo xixi no maior número de lugares possível, na esperança de que o dono consiga encontrá-lo assim que voltar.

    A maneira de abordar esse problema é ensinando ao cachorro que às vezes ele vai precisar ficar sozinho, e que o mundo não vai se acabar por causa disso. O dono deve começar deixando o peludo sozinho por alguns poucos minutos e ir aumentando gradativamente até chegar em
    horas, mas sempre disponibilizando muitos brinquedos e ossos para entreter o cachorro. Jogos do tipo “esconder o petisco” são excelentes e o dono pode também guardar alguns brinquedos especiais para entregar somente nessas ocasiões. O treinamento deve ter início com o dono ainda em casa, mas em hipótese alguma o cachorro deve receber atenção se começar a fazer escândalo.

     

    Xixi de submissão

     

    Esse tipo de problema é comum em cães jovens e/ou inseguros, e se apresenta como aquele xixi que o cachorro faz quando vê alguém de quem gosta e respeita muito. Às vezes a demonstração é de forma eufórica, com excesso de entusiasmo. Às vezes é bastante comedida, com excesso
    de formalidade. De um jeito ou de outro, esse tipo de xixi é um gesto de submissão muito cordial no mundo dos cães, uma comprovação dos bons modos ensinados na escola de etiqueta canina. Em outras palavras, é um sinal de que o cachorro aceita a liderança da pessoa em questão.

    Normalmente esse tipo de comportamento vai diminuindo aos poucos até acabar por completo, à medida que o peludo vai crescendo e sentindo mais confiança em si mesmo e no novo ambiente. A melhor maneira de lidar com isso é simplesmente ignorando o fato, sem brigar e também sem tentar confortar o cachorro dizendo coisas do tipo “está tudo bem”.

    Os cães muito inseguros às vezes sentem medo quando alguém se aproxima deles, e o medo é uma das causas do xixi de submissão. Para evitar isso, o ideal é deixar o peludo no cantinho dele sossegado e esperar que ele próprio tome a iniciativa de se aproximar. Quando isso acontecer, a pessoa não deve fazer movimentos bruscos, deve se abaixar para ficar menos intimidadora, não deve olhar a cachorro diretamente nos olhos e deve procurar falar com ele num tom de voz calmo.

    Assim que o peludo tiver tomado as vacinas e estiver liberado pelo veterinário para sair na rua, é fundamental começar a passear com ele, inicialmente em locais bem calmos, para que ele possa conhecer novos lugares, pessoas de todos os tipos, outros animais, sons, cheiros e superfícies os mais variados possíveis. Isso é um excelente exercício para aumentar a autoconfiança, além de ser extremamente necessário para a saúde física e mental de todo e qualquer cachorro.

    Xixi de marcação de território

     

    Quando um cachorro entra na adolescência, por volta dos 8 meses de idade, ele pode começar a desafiar os donos e a infringir as regras, exatamente como fazem alguns adolescentes humanos. E não há forma melhor de se rebelar do que desrespeitar a hierarquia vigente, correto? Para um cão isso significa, dentre outras coisas, marcar território dentro de casa, ou seja, fazer xixi e cocô em cantos estratégicos e bem visíveis. Funciona como aquela pichação do tipo “eu estive aqui”.
    A adolescência é marcada pelo afloramento dos hormônios e também coincide com a época em que o peludo começa a fazer xixi com a pata levantada. Os cães que marcam território têm a habilidade de guardar uma parcela do xixi no “tanque” reserva. O xixi de necessidade fisiológica é diferente do xixi de marcação de território. O de necessidade fisiológica é liberado de uma vez só, com intervalos grandes entre um e outro. O de marcação de território é liberado muitas vezes, com intervalos curtos entre um e outro, objetivando abranger o maior número de lugares possível. A marcação de território é mais comum nos machos, mas as fêmeas também podem apresentar esse comportamento, algumas até de pata levantada, igualzinho aos machos.

    Para resolver esse problema, é preciso antes de tudo que o dono mostre quem é que manda na casa (claro que não é o cachorro!). O peludo precisa entender que só quem tem direito de marcar território dentro de casa é o dono, pois é o território dele. Isso é obtido através de um conjunto de fatores, dentre eles treinar comandos de obediência (senta, deita, fica, junto, etc.), para que o cão possa obedecer sempre antes de ganhar qualquer coisa (comida, carinho, passeio, etc.).
    Outro ponto importante é que tudo, absolutamente tudo o que diz respeito aos humanos precisa obedecer às três regrinhas básicas da hierarquia: “Eu ganho primeiro”, “Eu vou na frente” e “Eu fico mais alto”. Em outras palavras, significa que sempre os humanos comem primeiro, andam na frente, sentam e deitam em posições mais altas. Dividir esses privilégios com o cachorro significa dividir o poder da liderança também, incluindo todas as consequências decorrentes disso.

    Uma alternativa que pode ajudar bastante no problema da marcação de território é a castração. Ao contrário do que muitos pensam, essa cirurgia traz inúmeros benefícios para a saúde e para o comportamento do cachorro, tanto para o macho quanto para a fêmea. Os animais castrados têm menos chances de desenvolver certos tipos de câncer, costumam ser menos agressivos, brigam menos com outros cães e vivem mais.

    Xixi de incontinência urinária

     

    Da mesma forma que acontece com nós humanos, alguns cães quando chegam na terceira idade passam a sofrer de incontinência urinária. Nesse caso não há muito o que fazer, pois não é culpa do cachorro nem é um problema para o qual ele possa ser treinado. É preciso ter muita paciência com o peludo e é necessário aceitar que a incontinência pode fazer parte do processo natural de envelhecimento do companheiro canino. O recomendável é tornar a vida do cão a mais agradável possível, sempre disponibilizando uma superfície absorvente para ele dormir em cima.

    Outra causa para a incontinência, apesar de rara, pode acontecer em certas fêmeas castradas, caso haja alguma aderência na parede da bexiga. À critério do veterinário, essas fêmeas podem ser medicadas com hormônios para amenizar o problema, mas em geral a maneira de lidar com o assunto é a mesma que no caso da incontinência por idade.

     

    Xixi por outros motivos

     

    Quando o cachorro começa a fazer xixi ou cocô no lugar errado de uma hora para outra (o fator “de uma hora para outra” é muito importante para avaliar corretamente a situação), e o problema não se enquadra em nenhuma das opções acima, pode ser então um sinal de que alguma coisa está errada. Um cachorro que pára de fazer as necessidades também merece atenção. Um dos primeiros sintomas de problemas de saúde é uma mudança brusca no comportamento rotineiro. Nesses casos é importante levar o peludo o quanto antes ao veterinário, para que sejam feitos os
    exames necessários.

    Alguns outros motivos podem vir a dificultar muito o treinamento de xixi e cocô. Quando o filhote é retirado muito cedo da companhia da mãe e dos irmãos, por exemplo. Para aprender as regras caninas, incluindo as noções básicas de higiene, um filhote precisa permanecer na ninhada até completar pelo menos 7 ou 8 semanas de vida, ou seja, 50 a 60 dias. Outro exemplo é quando a própria cadela não aprendeu as regras e, portanto, não sabe passá-las para os filhotes. Por isso é
    tão importante ver as condições de higiene nas quais os filhotes nasceram e foram criados. Além desses aspectos, vale mencionar também que certas raças simplesmente demoram mais do que outras para aprender onde fica o banheiro.

    Independe do que estiver causando o xixi ou cocô no lugar errado, é importante limpar esses locais muito bem, para minimizar as chances de reincidência causada por cheirinhos antigos. Os produtos normalmente encontrados em pet shops são suficientes até o limite do nosso olfato, mas estão longe de eliminar os odores para o apuradíssimo olfato dos cachorros. Uma analogia interessante é se uma pessoa suada resolvesse colocar perfume por cima, sem antes tomar um bom banho. Seria possível sentir o cheiro do suor misturado ao cheiro do perfume, não é mesmo? Raciocínio idêntico pode ser aplicado quando desinfetantes, água sanitária, vinagre ou similares são usados para limpar os locais errados onde o peludo fez as necessidades. Todos esses produtos apenas encobrem os odores, sem no entanto removê-los. Por causa disso, o cachorro volta a fazer xixi e cocô nesses mesmos lugares, guiado pelos cheiros dos xixis e cocôs antigos que continuam lá.

    Para eliminar completamente os cheirinhos de urina e fezes dos lugares impróprios, a solução é usar removedores de odores à base de bactérias inofensivas ou de enzimas. Esses produtos funcionam porque destroem as moléculas que causam os odores, eliminando-os por completo. Os locais se tornam novamente neutros, ou seja, sem cheiros que atraiam o peludo a voltar lá. Para aumentar ainda mais a eficácia do processo, o ideal é aplicar em seguida um repelente do tipo líquido ou do tipo granulado se for numa área externa com plantas. O repelente fará os locais neutros serem desagradáveis para o cachorro.

    Todos os direitos reservados. Este artigo está registrado na Biblioteca Nacional e tem seus direitos autorais protegidos por lei. É permitida a sua reprodução desde que sejam colocados o nome da autora e a homepage origem.

    Escrito por: Sandra Régia
    Fonte: www.lordcao.com


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